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A sede do Diretório Nacional do PT, em SP, foi depredada na madrugada

A sede do Diretório Nacional do PT, localizada na região central de São Paulo, foi depredada na madrugada desta quinta-feira (30). Uma porta de vidro ficou completamente destruída.

Segundo a assessoria de imprensa do PT, por volta de 1h, um segurança ouviu um barulho e viu um homem quebrando a porta com uma picareta. Ainda segundo o partido, um carro da Polícia Militar apareceu logo em seguida e levou o suspeito para registrar um boletim de ocorrência. O homem identificado pela PM como Emilson Chaves Silva, 38, foi levado para o 8º DP, do Brás, na região central e foi liberado em seguida.

 

Um perfil no Facebook em nome de Emilson Chaves Silva traz uma postagem, na manhã de hoje, republicada diversas vezes que diz: "Foi eu quem ataquei o diretório nacional do partido dos trabalhadores e vou atacar de novo...".   Horas depois a postagem foi apagada. O UOL tentou contato telefônico e pela rede social com Silva, mas não obteve resposta.

Uma foto da depredação foi postada nesta manhã pelo secretário municipal de Saúde e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No post, Padilha chamou o ato de "Escuridão sobre a tolerância e democracia".

O PT ainda não emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido. Um advogado do partido acompanha o caso. O presidente nacional da sigla, Rui Falcão, estava em Brasília e seguiu para São Paulo nesta manhã após saber do ataque à sede.

O Diretório Nacional do PT foi alvo de buscas pela Polícia Federal na Operação Custo Brasil,   na semana passada, que culminou com a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, solto seis dias depois.

 

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No dia, 11 de junho, sábado, na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo, ocorreu a Assembleia Geral da Campanha Salarial 2016 dos (as) trabalhadores (as) da Rede Conveniada, que neste ano discute apenas os itens econômicos da Convenção Coletiva de trabalho.

No inicio da assembleia o dirigente do Sindicato dos Químicos, Helio Rodrigues, o qual vem acompanhando a luta dos (as) trabalhadores (as) da Rede Conveniada, ressalta a importância da redução da jornada de trabalho, uma reivindicação antiga da Rede Conveniada e, que desde 1988 a, categoria dos Químicos também luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

13443184 1011835058851634 5747534165122418789 oO dirigente ressaltou ainda o trabalho importante que a Rede Conveniada realiza para a cidade de São Paulo, um trabalho fundamental para o desenvolvimento da sociedade. A direção do Sitraemfa ressaltou a importância da equiparação salarial e da jornada de trabalho. Uma luta histórica que vem de encontro aos anseios da categoria.

Durante a assembleia ainda foi proposto aos (as) trabalhadores (as) um seminários para os segmentos da Educação e Assistência, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2016, que deverá abordar assuntos como a Proteção Básica, Redução da Jornada, reconhecimento da periculosidade para os serviços de média e alta complexidade da assistência social entre outros assuntos de relevância para a categoria.

A advogada do SITRAEMFA, dra Joselayne,  relatou os tramites que deverão ser seguidos durante todo o processo da Campanha Salarial da Rede conveniada.

Para finalizar os (as) trabalhadores (as) propuseram o percentual de 16% de reajuste que deverá ser encaminhado ao Sindicato Patronal para avaliação e posterior aceite em assembleia.

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Companheiros e companheiras estamos nos aproximando da Campanha Salarial 2016, neste ano serão debatidas, apenas as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho da nossa categoria, ou seja, o reajuste salarial. Participe deste momento democrático que acontecerá no dia 11 de junho de 2016.

Hoje, vivemos uma conjuntura política em que a sua característica principal é da retirada de direitos. Temos um governo que já chegou retirando a idade mínima para a aposentadoria; privatização das empresas nacionais; extinção e diminuição dos programas sociais (bolsa família, FIES, Prouni, entre outros); terceirização e precarização dos serviços; acabar com a saúde, educação, entre outros.

No entanto, este sindicato não reconhece esse governo ilegítimo e continua na luta pela ampliação dos direitos da classe trabalhadora, em especial aos trabalhadores e trabalhadoras da Rede Conveniada.

Neste sentido, o SITRAEMFA continua lutando pela valorização profissional e econômica dos trabalhadores da categoria com o reconhecimento de sua importância para o funcionamento dos serviços da Rede Conveniada, tanto na educação, quanto na assistência social.

Mas para isso, é importante a participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras não só nas campanhas salariais, mas em todas as lutas trabalhistas para que possamos manter os nossos direitos já conquistados e avançar em novas conquistas, como: equiparação salarial, jornada de 6 horas, qualificação e requalificação profissional, reconhecimento da periculosidade/penosidade para os trabalhadores e trabalhadoras dos serviços de média e alta complexidade da assistência social.

Com mais de 65 movimentos sociais e sindical, a Frente tem realizado grandes mobilizações no Estado em defesa da democracia

 

No último dia 13 de maio de 2016, a Frente Brasil Popular São Paulo completou o 1º ano de fundação. Criada com o objetivo de unificar a luta dos movimentos populares e responder à ofensiva dos setores conservadores, que passaram a investir fortemente contra os direitos sociais, a Frente ganhou um importante papel nesse momento em que a democracia brasileira sofreu um golpe.

Hoje participam da Frente mais de 65 organizações, entre movimentos sindical e sociais, que representam diferentes bandeiras, como as do campo e da cidade, das mulheres, dos negros, das juventudes, LGBT, e de moradia.

A ideia de congregar os movimentos sociais surgiu como forma de resistência aos descasos sociais do Governo do Estado de São Paulo, que está com o PSDB há mais de 20 anos e é criticado pelas entidades que compõem a Frente de não possibilitar a participação popular na gestão.

Além de atos, os movimentos integrantes organizam diferentes ações, como audiências, aulas públicas e marchas, de maneira a denunciar ou alertar a população sobre os desmandos dos governos conservadores, que colocam em risco os direitos sociais e trabalhistas.

Ato da Frente na Praça da Sé, em 17 de março, contra o golpe e em defesa dos direitos - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ato da Frente na Praça da Sé, em 17 de março, contra o golpe e em defesa dos direitos - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Instrumento de luta
Em São Paulo, a Frente tem sido a responsável pelas maiores mobilizações de resistência ao golpe. Na capital paulista, por exemplo, foram realizados nos últimos meses atos no Anhangabaú, na Sé e Avenida Paulista, reunindo públicos em torno de 500 mil pessoas.

Coordenador estadual da Frente e presidente da CUT no estado, Douglas Izzo celebra esse primeiro ano e diz que a Frente é a consolidação de um grande instrumento de luta da classe trabalhadora, que cada vez mais está fortalecida. “Ao longo desse período, a Frente de São Paulo deu conta de atender o que estava previsto na carta de princípios, que era debater os problemas do Estado e elaborar propostas de melhorias, além de construir grandes mobilizações em torno de temas importantes”.

Entre as ações citadas pelo dirigente estão a realização de seminários que abordaram a questão da violência contra a população negra da periferia e as mobilizações em defesa das empresas públicas.

Douglas destacou a última grande atividade da Frente, que foi o 1º de Maio da Classe Trabalhadora, realizada no Anhangabaú. Segundo ele, diferente dos anos anteriores, os participantes foram para a atividade interessados na discussão política. “Foi um 1º de Maio do qual a tônica foi o debate político, que se sobrepôs a qualquer outra atividade. Tivemos um grande ato de resistência da classe trabalhadora, bastante representativa, neste momento difícil pelo qual passa o País”.

Coordenador estadual da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim conta que a Frente de São Paulo foi a percussora da Frente Nacional e em outros estados. “No dia 13 de maio de 2015 nós fundamos o Fórum dos Movimentos Sociais [nome inicial] com a ideia de exatamente congregar os movimentos sociais para resistir a agenda conservadora que já estava na iminência de ocorrer”.

Com o golpe consumado, Raimundo afirma que a Frente não irá reconhecer o governo golpista de Michel Temer, que assumiu na quinta-feira (12), e permanece interino até o término do processo que decidirá se Dilma será ou não afastada – cabe lembrar que não há crime de responsabilidade contra a presidenta, conforme prevê a Constituição para que o impeachment aconteça. “Vamos continuar com a grande tarefa de enfrentar essa longa batalha para que, ao final do processo, não seja aprovada a cassação do mandato da presidenta Dilma”.

Já a presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Flávia Oliveira acredita que nesse período de afastamento de Dilma, a Frente terá a oportunidade de ganhar a opinião pública a respeito do golpe, já que estarão em evidência os reais interesses do governo interino de Michel Temer. “Nós próximos 180 dias, precisamos disputar a opinião da sociedade para que ela entenda que, de fato, isso foi um golpe e estamos sob um governo ilegítimo. Precisamos continuar com muita mobilização, muitas manifestações”.

Sandra Mariano, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), endossa a companheira de movimento. “Estamos numa conjuntura muito difícil, mas os movimentos sociais entenderam a necessidade de se aglutinar nesse movimento de resistência e de luta, pois assim conseguimos dar o recado”.

Sobre a diversidade de entidades, Matheus Gringo, da direção estadual do MST, avalia ser justamente esse o motivo de crescimento da Frente. “Essa diversidade de movimentos é o que dá sustentação à Frente e fortalece a luta das nossas bandeiras”. 

Ponte para o abismo
De imediato, os movimentos que compõem a Frente se preparam para o enfrentamento contrário às medidas já anunciadas pelo presidente interino Michel Temer, que, em seu primeiro discurso, na quinta (12) passada, anunciou a pretensão de privatizar as empresas públicas, colocando em risco a Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Caixa.

Também manifestou, em sua fala, o interesse de alteração nos direitos sociais e trabalhistas, a extinção de pastas ministeriais importantes, como Cultura e Direitos Humanos, além de não ter incluído nenhuma mulher na composição de seu governo - considerado um grande retrocesso.

Mais de 500 mil pessoas compareceram na Avenida Paulista em 18 de março - Foto: Paulo Pinto - Agência PT
Mais de 500 mil pessoas compareceram na Avenida Paulista em 18 de março - Foto: Paulo Pinto - Agência PT
Muitas dessas propostas já constavam no documento chamado “Ponte para o Futuro”, que aposta contra a classe trabalhadora ao pedir o fim da política de valorização do salário mínimo, a terceirização sem limites com a precarização dos empregos, e a ampliação da idade mínima para a aposentadoria de 65 anos. Medidas que são contra a população e demonstram que o PMDB irá governar para o capital financeiro, os grandes empresários, os latifundiários, e a elite brasileira.

“Vai vir um saco de maldades porque esse é o governo que o PMDB, junto com o PSDB, costuma fazer. Esse é o projeto deles. Será um governo somente para parte do povo brasileiro, que são os ricos e, se der, para os pobres. Mas como para eles nunca dá, então não governará para essa população”, afirma o presidente da CTB/SP, Onofre Gonçalves.

“Desde o começo nós alertamos que o golpe não era apenas contra uma presidenta democraticamente eleita, mas contra a classe trabalhadora. E as primeiras medidas já sinalizam esse retrocesso enorme. O golpe está em curso e as ruas ainda podem impedir que se concretize. E é isso o que faremos. Não sairemos das ruas”, finaliza Douglas, da CUT/SP.

Confira as cidades em que a Frente está presente:
ABC, Assis, Araçatuba, Baixada Santista, Bauru, Campinas, Guarulhos, Itapeva, Itaquaquecetuba, Jacareí, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Osasco, Ourinhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira.

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size 810 16 9 dilma-rousseffNota replicada à imprensa

 

O Presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal, Senador Raimundo Lira, no dia 27 de abril do corrente ano, encaminhou à Câmara dos Deputados oficio em que indagava sobre o andamento de recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União contra a decisão que autorizou a instauração de processo de impeachment contra a Sra Presidente da República, Dilma Roussef.

Ao tomar conhecimento desse oficio, tomei ciência da existência de petição dirigida pela Sra Presidente da Republica, por meio da Advocacia- Geral da União, em que pleiteava a anulação da Sessão realizada pela Câmara dos Deputados, nos dias 15,16 e 17 de abril.

Nessa sessão como todos sabem, o Plenário aprovou parecer encaminhado pela Comissão especial que propunha ao Senado Federal para a eventual abertura de processo contra a Sra Presidente da Republica, Dilma Roussef, por crime de responsabilidade.

Como a petição não havia ainda sido decidida, o Senador Raimundo Lira examinou e decidiu acolher em partes as ponderações contidas nela. Desacolheu a argüição de nulidade feita em relação aos motivos apresentados pelos Srs Deputados no momento de votação, por entender que não ocorreram quaisquer vícios naquelas declarações de votos. Todavia, acolhi as demais argüições, por entender que efetivamente ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão.

Não poderiam os partidos políticos ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente. Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamente e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da Sra. Presidente da Republica ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo.

Também considero que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por Resolução, por ser o que dispõe o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e o que estava originalmente previsto no processamento do impeachment do Presidente Collor, tomado como paradigma pelo STF para o processamento do presente pedido de impeachment.

Por estas razões, o Presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Deputado Waldir Maranhão anula a sessão realizada 15, 16 e 17 e determina que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados.

Para cumprir esta decisão foi encaminhado oficio ao Presidente do Senado para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados    

Assina - O Presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Deputado Waldir Maranhão

 

Forte e Valente

 

 

Mãe forte valente
Não tem medo do que vem pela frente
Mãe corajosa, atenciosa e amorosa
Mãe você é a luz da nossa vida
Você nos traz calor e alegria
Quando estou com medo só penso em uma pessoa... mãe
Quando vi você pensei comigo...
Essa vai ser minha mãe, minha luz e meu abrigo, meu aconchego e meu sentido da vida
Porque sem você ninguém pode vir ao mundo
Mãe é uma pessoa especial dentre todas as pessoas do mundo
Mãe é alegria, amor, confiança e calor.

 

Vinicius Felipe Ghietti

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A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia Antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.  Segundo a enciclopédia britânica: "Uma festividade derivada do costume de adorar a mãe, na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Rhea, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos idos de março, em toda a Ásia Menor."

Nos Estados Unidos,  as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Jarvis organizou em 1865 o Mother's Friendship Days (dias de amizade para as mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período. Em 1870 a escritora Julia Ward Howe  (autora de O Hino da Batalha da Republica) publicou o manifesto Mother's Day Proclamation, pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.

No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio. A iniciativa fazia parte da estratégia das feministas de valorizar a importância das mulheres na sociedade, animadas com as perspectivas que se abriram a partir da conquista do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal – Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial daIgreja Católica.

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PORTARIA Nº 36/2016 – SMG

O Secretário Municipal de Gestão, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, especialmente a competência delegada por meio do artigo 4º do Decreto nº 56.756 de 04 de janeiro de 2016,

RESOLVE:

Art. 1º Fica suspenso o expediente nas repartições públicas municipais no dia 22 de abril de 2016.

§ 1º Em decorrência do disposto no caput deste artigo, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas na proporção de uma hora por dia, a partir do dia 25 de abril de 2016, sem prejuízo do cumprimento da jornada de trabalho a que estiverem sujeitos.

§ 2º A compensação deverá ser feita no início ou no final do expediente, a critério da chefia imediata do servidor.

§ 3º Os servidores que se encontrarem afastados no período da compensação deverão efetuá-la a partir da data em que reassumirem.

§ 4º A falta de compensação, total ou parcial, das horas de trabalho, acarretará os descontos pertinentes e, se total, também o apontamento de falta ao serviço no período.

Art. 2º Deverão funcionar as unidades cujas atividades não possam sofrer solução de continuidade e não poderá ocorrer prejuízo à prestação dos serviços essenciais, sendo que nas demais unidades,  poderá ser instituído plantão, nos casos julgados necessários pelos titulares de cada órgão.

Art. 3º As autoridades competentes de cada órgão deverão fiscalizar o cumprimento das disposições desta Portaria.

Art. 4º As entidades da Administração Indireta poderão dispor, a seu critério, sobre a matéria de que trata esta Portaria.

Art. 5º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação

justica-registra-pagamento-de-600-milhoes-em-divida-fe-em-jesusAtenção!!!

Prefeitura é responsável no pagamento das ações trabalhistas da Rede Conveniada

Têm sido frequentes as demissões de trabalhadores da Rede Conveniada sem que recebam seus direitos mais básicos, como férias, 13º salário, FGTS e aviso prévio, dentre outros direitos. Isso tem ocorrido porque existem empresas que fazem parte da Rede Conveniada que não possuem patrimônio nem conseguem desenvolver as atividades contratadas com responsabilidade, observando preceitos legais.

O convênio firmado entre a Rede Conveniada e a Prefeitura de São Paulo segue as diretrizes da Portaria 3477/11, que entre outras obrigações estabelece a necessidade da Entidade em recolher 21,57% sobre o total das despesas com recursos humanos, a título de provisão/ fundo de reserva em conta poupança específica, com intuito de assegurar pagamentos referentes ao 13º salário, à remuneração de férias anuais acrescidas de 1/3 e aos encargos oriundos de rescisões trabalhistas.

Ainda de acordo com a Portaria 3477/11, para que a Entidade Conveniada possa receber o repasse dos Recursos Mensais se faz necessário apresentar à SME/Diretoria Regional de Educação e SMADs, através dos Cras a prestação dos serviços, o original ou cópia autenticada conferida com a original do comprovante individual de pagamentos dos funcionários e da comprovação de recolhimento dos respectivos encargos sociais (GPS, FGTS e outros).

De acordo com o Termo de Convênio firmado entre Entidades e Prefeitura de São Paulo, compete ao Órgão Público acompanhar o serviço e fiscalizar o adequado uso da verba e o cumprimento das cláusulas do Convênio.

Com base nesses preceitos legais e diante da omissão da Prefeitura de São Paulo em fiscalizar o cumprimento dos direitos trabalhistas da Rede Conveniada. Haja vista o grande número de Reclamações Trabalhistas com pedido de pagamento de verbas rescisórias, ausência de recolhimento do FGTS, entre outros direitos, nas ações trabalhistas acompanhadas por este Sindicato, que tem constatado até falsificação nas guias de recolhimentos dos direitos (FGTS, INSS e outros) dos trabalhadores.

Temos nos empenhado em trazer a Prefeitura Municipal para responder conjuntamente com a Rede Conveniada pelos direitos trabalhistas não observados. Isso tem sido possível em função de teses jurídicas que colocam a Prefeitura Municipal com uma função não apenas de estabelecer o Convênio com essas entidades, mas também de cuidar para que o dinheiro da municipalidade seja gasto adequadamente, atingindo seus fins.

Quanto às empresas que são conveniadas pela Prefeitura Municipal, a lei impõe o dever de escolher bem as empresas, que sejam sólidas e íntegras, e o dever de vigilância ou fiscalização, dentre outros deveres, a fim que as empresas e associações não sejam desviadas de suas finalidades.

Felizmente essas têm sido acatadas pelo Judiciário Trabalhista em muitas ações envolvendo entidades conveniadas à Prefeitura, que prestam serviços essenciais de educação infantil e de assistência social, realizando assim atividades típicas da Prefeitura, que é fornecer serviço de educação e assistência aos munícipes e que não pagou as verbas rescisórias dos empregados.

Nesse caso a Justiça Trabalhista entendeu que a Prefeitura tem o dever de vigilância e fiscalização sobre as empresas e associações e responde por quem credencia para executar o serviço. Assim, como a Associação não pagou os direitos trabalhistas dos empregados, a Prefeitura teve que pagar.

Alias essa matéria já está sumulada pelo TST, nos termo do item V e VI, a Súmula 331 do C. TST, conforme a seguir:

V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e Indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei nº 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.

A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.

VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.

Essa Súmula, nesse aspecto, representa um avanço na jurisprudência trabalhista, visando dar equilíbrio as relações jurídicas e a preservação do bom atendimento do serviço público. O Judiciário não pode deixar de analisar cada demanda, de forma especifica, atentando às particularidades de cada caso concreto.

Se ficar provado que a Prefeitura não fiscalizou a regularidade das obrigações trabalhistas de cuja mão-de-obra se beneficiou, configura-se o comportamento omisso do qual deriva o dever de pagar as verbas trabalhistas frente a responsabilidade subsidiária ou solidária.

Nesses casos, a Prefeitura, como tomadora dos serviços, deve provar que fiscalizou o efetivo cumprimento das leis trabalhistas e previdenciárias das Associações, no caso de eventual irregularidade, sendo certo o livre acesso a documentos pertinentes à vida funcional dos empregados postos a sua disposição.

Em todos os caos a Justiça Trabalhista entendeu que o Município não tomou as providencias necessárias no sentido de evitar a presença de trabalhador, em suas instalações, sem auferir contraprestação pelo trabalho prestado, fato que caracteriza a negligência da Prefeitura.

Sitraemfa

Rua Gonçalves Crespo, 324 Tatuapé/SP
Tel: (11) 4324-5915
Horário de atendimento: 08h às 17h

 
 

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