Após publicação e encaminhamento da assembleia da Campanha Salarial, (29/04) na qual os trabalhadores deliberaram pela ampliação das cláusulas sociais e índice Salarial conforme o IPCA, mais 1%, a direção do sindicato encaminhou as reivindicações dos trabalhadores ao patronal.
Diante das reivindicações dos trabalhadores, o Prefeito de São Paulo, pela Secretaria da Educação sinalizou com aumento da Percapta de 18.8% para as Organizações Parceiras e ainda mais 25% para o berçário, retroativos ao mês de Abril de 2022.
A Secretaria Municaipal de Assistência Social - SMADS ainda não deu devolutiva.
Com isso, o pleito reivindicado pelos trabalhadores da Rede Parceira deve seguir de forma mais tranquila e com bons resultados.
Juntos somos mais fortes

No dia 29 de abril aconteceu a primeira Assembleia Geral de Campanha Salarial 2021, conforme edital de convocação.
 
Na Assembleia os trabalhadores (as) da Rede Conveniada deliberaram nesta Campanha pela ampliação das cláusulas sociais e índice Salarial conforme o IPCA, mais 1%.
 
Juntos somos mais fortes!

Nesta sexta-feira, 29/04 a direção do SITRAEMFA convoca a todos os trabalhadores da Rede Conveniada a participarem da Campanha Salarial 2022.

A Campanha de 2022 terá como pauta as discussões das clausulas econômica e sociais.

A primeira chamada da Assembleia ocorrerá às 17h, e a segunda chamada e inicio da Assembleia, às 18h.

A direção do SITRAEMFA aguarda a presença de todos.

O SITRAEMFA buscou junto a BIOVIDA uma nova promoção para ampliar os benefícios dos seus associados!

Essa nova promoção expira no dia 30 de abril de 2022, então corra que o coelhinho trouxe essa novidade para deixar os seus dias com mais saúde!

- O prazo da ação irá até 30/04/2022;

Para maiores informações entrem em contato com o setor de BENEFÍCIOS do SITRAEMFA, através do fone 4322-5915 ou Whtas zap 9 4014-7933, e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero.

Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses caso.

Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro.  A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.

Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:

1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.

10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

Fonte: 
Portal Brasil

As mulheres vítimas de violência contam com auxílio e atendimentos especializados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), mas também podem procurar outros dois tipos de serviços mantidos pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. São eles:
 
Centro de Acolhida para Mulheres em Situação de Violência
 
O CAE para Mulheres em Situação de Violência acolhem mulheres acompanhadas ou não de seus filhos (os de sexo masculinos até 18 anos incompletos) em situação de violência doméstica, abusos e exploração em risco iminente de morte, oferecendo proteção integral, condições para o fortalecimento de sua autoestima, autonomia pessoal e social, contribuindo para a superação e prevenção da situação de violência e ruptura de vínculos.
 
O serviço oferece local seguro e protegido, de caráter sigiloso, 24 horas, com atendimento de equipe técnica especializada para realizar a escuta, a avaliação do risco iminente de morte, e encaminhamentos efetivos que garantam às mulheres sua integridade física e emocional e oportunizem a construção de novos projetos de vida.
 
Público alvo
Mulheres acima de 18 anos, acompanhadas ou não de seus filhos, (os de sexo masculinos até 18 anos incompletos) que estejam em situação de violência doméstica e de gênero com risco iminente de morte.
 
Forma de acesso
A solicitação de vaga para esse serviço, é por meio de encaminhamento do CREAS.
 
Centro de Defesa e de Convivência da Mulher (CDCM)
 
O CDCM tem o objetivo de acolher as mulheres em situação de violência oferecendo atendimento psicossocial, orientações e encaminhamento jurídicos necessários à superação da situação de violência, contribuindo para o fortalecimento da mulher e seus familiares, o regaste da cidadania, propiciando o rompimento do ciclo de violência em que a mulher e seus familiares estão inseridos favorecendo a construção progressiva da autonomia e do protagonismo das mulheres em sua vida.
 
Ele atende a mulher e seus familiares, considerando as diversidades culturais, sociais e geográficas, as diferentes mulheres existentes, como por exemplo, as que vivem no campo, as mulheres negras, as indígenas, as refugiadas, imigrantes, as lésbicas, mulheres trans, jovens, idosas que se sustentam por diferentes meios produtivos e se locomovem de diferentes formas.
 
O serviço trabalha na prevenção da violência no território em que a mulher está inserida, oferecendo além de um espaço de atendimento, um local de convivência e de participação em diversas atividades como também trabalha na Defesa de seus direitos.
 
Forma de Acesso
A mulher poderá acessar o serviço de forma espontânea, encaminhada e/ou validada pelo CRAS, CREAS e pelo Sistema de Garantia de Direitos.
 
Funcionamento
De Segunda a sexta-feira por 8 horas diárias.
 
Unidades
 
CDCM ESPAÇO FRANCISCA FRANCO (CENTRO)
Rua Conselheiro Ramalho, 93 – Liberdade
Fone: (11) 3106-1013
 
CDCM MARIÁS (NORTE)
Rua Soldado José Antônio Moreira, 546 – Pq. Novo Mundo
Fone: (11) 3294-0066
 
CDCM CISM II CENTRO DE INTEGRAÇÃO SOCIAL DA MULHER II (NORTE)
Rua Ferreira de Almeida, 23 – JD. Das Laranjeiras- Casa Verde
Fone: (11) 3858-8279
 
CDCM CASA DA MULHER CRÊ-SER (SUL)
Rua Salvador Rodrigues Negrão, 351 – Vila Marari- Cidade Ademar
Fone: (11) 3539-8130
 
CDCM CASA SOFIA (SUL)
Rua Dr. Luiz Fernando Ferreira, 06 – JD. Dionísio - M’Boi Mirim
Fone: 0800-7703053 / (11) 5831-3053
 
CDCM MULHERES VIVAS (SUL)
Rua Martinho Vaz de Barros, 257 – Vila Pirajussara- Campo Limpo
Fone: (11) 5842-6462
 
CDCM SÔNIA MARIA BATISTA
Rua Ribeiro do Amaral, 136 – Ipiranga
Fone: (11) 3473-5569
 
CDCM CASA ANASTÁCIA (LESTE)
R. Areia da Ampulheta, 101 - Castro Alves - Cidade Tiradentes
Fone: (11) 2282-4706
 
CDCM CASA CIDINHA KOPCAK (LESTE)
Rua Margarida Cardoso dos Santos, 500 - São Mateus
Fone: (11) 2015-4195
 
CDCM CASA DE ISABEL - PROJETO NANA SERAFIM (LESTE)
Rua Professor Zeferino Ferraz, 396 - Itaim Paulista
Fone: (11) 2156-3477
 
CDCM MARGARIDA MARIA ALVES (LESTE)
Rua Sabbado d’Angelo, 2085, 2º andar – Itaquera
Fone: (11) 2935-7324
 
CDCM HELENA VITORIA FERNANDES (LESTE)
Rua Coronel Carlos Dourado, 07- Vila Marilena – Guaianases
Fone: (11) 2557-5646
 
CDCM CASA VIVIANE DOS SANTOS (LESTE)
Rua Planície dos Goitacases, 456 Guaianases
Fone: (11) 2553-2424
 
CDCM CASA ZIZI (LESTE)
Rua Teotônio de Oliveira, 101 - Vila Ema-(Travessa da AV. Vila Ema)
Fone: (11) 2216-7346
 
CDCM CASA MARCIA MARTINS (OESTE)
Rua Canio Rizzo, 285, Jardim Trussardi.
Fone: (11) 3507-5856
 

A partir desse ano e desde já, implantaremos a promoção "Carnaval com Saúde", onde teremos isenção de carências (menos para pré-existência)!

O SITRAEMFA mais uma vez em busca de ampliar os benefícios dos seus associados fechou uma nova promoção com a BIOVIDA!

Essa promação terá validade até o dia 28/02, corra para ser mais um beficiário da BIOVIDA!

 

Documentação necessária para inclusão do convênio médico:

Certidão de casamento, certidão de nascimento, declaração de união estável, RG, CPF e Cartão do SUS;

- Obrigatoriamente deve-se encaminhar a Declaração de Saúde totalmente preenchida e assinada para avaliação, e reforçando que não haverá isenção de carências para doenças pré-existentes;

- Encaminhar a planilha de inclusão preenchida em todos os campos e colar o logo em anexo para diferenciar das inclusões que estão dentro do prazo;

- O prazo da ação irá até 28/02/2022;

Dúvidas entrem em contato com o setor de BENEFÍCIOS do SITRAEMFA, através do fone 4322-5915 ou Whtas zap 9 4014-7933, e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Estamos no ano de 2022 e ainda vemos histórias que remetem à escravidão, que já foi abolida há séculos.

Em Natal uma mulher foi resgatada após 32 anos em situação análoga à escravidão na casa de um pastor evangélico da Assembleia de Deus e de uma professora na cidade de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte.

Segundo investigação, mulher, que chegou à residência com 16 anos de idade, também foi vítima de violência sexual pelo empregador. Operação resgatou também outra trabalhadora doméstica em Natal.

O resgate foi feito pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Defensoria Pública da União, após denúncias anônimas.

De acordo com os órgãos, a vítima, que nunca recebeu salários durante esse período, também foi vítima de violência sexual por 10 anos.

Esse foi um dentre tantos casos que vemos no nosso dia a dia. 

DENUNCIE!

 

Casos de trabalho análogo ao escravo podem ser denunciados por meio do Dique Direitos Humanos, por meio de ligação telefônica ao número 100. As denúncias também podem ser feitas por meio do Sistema Ipê, no endereço ipe.sit.trabalho.gov.br/.

 

Central de Atendimento à Mulher

Ligue 180  

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um canal criado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, que presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes, bem como reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento. A denúncia pode ser feita de forma anônima Disponível 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.

 

 
À população do município de São Paulo, ao Excelentíssimo Dr Edson Aparecido dos Santos, Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, e às Organizações Sociais de Saúde que atuam na APS do município
 
 
 
Acreditamos que, durante o curso de emergências sanitárias, a reorganização do atendimento à população seja fundamental e apoiamos estratégias de ampliação e readequação do atendimento. Contudo, a execução falha (e descolada de argumentos científicos) dessas estratégias é deletéria tanto para a população quanto para profissionais de saúde, conforme explicaremos a seguir.
 
Profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) que atuam em UBS estão trabalhando desde antes da pandemia com grande sobrecarga, o que só se deteriorou com a atual conjuntura e a demanda dos sintomáticos respiratórios. Hoje, além de mantermos os serviços rotineiros, adicionamos ao escopo de atuação a coleta de exames relacionados aos casos suspeitos de COVID-19, suporte à vacinação, atendimento aos sintomáticos respiratórios e aos pacientes com sequelas da COVID-19;
Apesar da elevação exponencial do número de atendimentos, nunca foi oferecido, por parte da prefeitura ou da OSS parceiras, a contratação de profissionais extras para auxiliar no enfrentamento à pandemia. Pelo contrário, os funcionários responsáveis pela vacinação, coleta de PCR para COVID-19 e atendimento a pacientes com síndrome gripal foram realocados de
outras funções nas UBSs, deixando profissionais de todos os setores sobrecarregados e a população sem atendimento adequado;
Psicólogos, nutricionistas e equipes de saúde bucal, por exemplo, reduziram o tempo de trabalho em suas agendas para realização do telemonitoramento de pacientes sintomáticos respiratórios – negando à população a já tão escassa oportunidade de tratamento de doenças de saúde mental, bucal e nutricional;
Agentes Comunitários de Saúde que já continuamente se expõem ao risco dessa nova doença infecciosa estão sendo deslocados para auxiliar tarefas de vacinação nas unidades e em drive-thrus, e para organização de fluxo do atendimento de sintomáticos respiratórios e filas das UBSs, com manutenção da cobrança de metas: 200 visitas domiciliares/mês, sem abatimento dos dias em que ficam nessas atividades extras das unidades ou em drivethrus;
A equipe de enfermagem vem apresentando cada vez mais sinais de exaustão por serem cobradas pela organização de fluxos de vacinação, preenchimentos de notificações dos casos atendidos, coletas de exames em pacientes com sintomas respiratórios, além de acumularem as tarefas burocráticas da unidade, sem o devido aumento do dimensionamento de pessoal;
Médicas e médicos têm sido obrigados a atenderem num ritmo em que não conseguem prestar boa assistência aos seus pacientes devido à crescente demanda pelo serviço, cumprindo jornadas intermináveis de trabalho, estando cada vez mais expostos aos riscos que essa dinâmica representa tanto à sua saúde quanto à saúde da população. Além disso, esses profissionais vêm experimentando o risco de agressões físicas e verbais por lidarem diretamente com a insatisfação da população que, pela superlotação dos serviços, acaba descontando seu descontentamento no trabalhador que está na ponta;
Diuturnamente, nos faltam insumos mínimos para atendimento de qualidade à população. Não temos medicamentos básicos para conduzir duas infecções coexistentes (COVID-19 e Influenza): dipirona, ibuprofeno, salbutamol, diclofenaco, loratadina, antibióticos acabam nas prateleiras de nossas farmácias, impactando diretamente a Assistência Farmacêutica;
Equipamentos básicos são escassos: lençol para maca, oxigênio, luvas, dentre muitos outros. Sofremos junto à população, há muitos meses, com desabastecimento de recursos essenciais para atendimentos de APS, como testes de gravidez e espéculos vaginais. Nossa matéria prima e nossas ferramentas têm sido o descaso e a miséria.
Ironicamente, mesmo com toda falta referida acima, a cobrança por metas de atendimento gerais e de alguns programas, como atenção a gestantes, voltaram de maneira truculenta. Em adição, contrariando as recomendações de distanciamento social, foi-nos imposta a retomada das atividades em grupos, o que aumenta a contaminação dos participantes.
Não há pagamento de horas extras, mesmo diante da necessidade de trabalhar exponencialmente mais. E o desfalque em nossas equipes inviabiliza o uso das horas acumuladas em banco de horas para folgas de profissionais já colapsados. Os bancos de horas estão abarrotados com um tempo que o trabalhador não consegue usufruir saudavelmente.
Muitos feriados foram cancelados para manutenção dos atendimentos de sintomáticos respiratórios; além disso, abrimos os postos de saúde diversas vezes aos finais de semana para campanha de vacinas – com equipe mínima. Recentemente, nossos empregadores nos obrigaram (e obrigam, via convocação informal por WhatsApp) a trabalhar todos os sábados em UBSs para suprir a demanda de sintomáticos respiratórios (com exceção dos ACS). Os nossos horários de descanso estão cada vez mais raros.
A comunicação com a OSS se dá via WhatsApp, sem designação formal de responsabilidade e autoria, unilateralmente e sem justo embasamento. Os avisos para comparecimento em jornadas extras acontecem sem antecedência devida
A escolha política da prefeitura de São Paulo frente ao surto de Influenza H3N2 é comunicar para a mídia, antes de comunicar a trabalhadores de saúde sobre temas importantes como datas de abertura das UBS em dias de feriado e fins de semana, datas de campanhas de vacinação etc. Algumas divulgações levam a população a acreditar que as UBS não atendem sem agendamento prévio, enquanto mesmo antes da pandemia de COVID-19 profissionais já se desdobravam para acolher e atender casos agudos e de emergência, inclusive de pessoas com sintomas respiratórios.
 
Durante a pandemia, esse atendimento foi ampliado por recomendação da SMS em março de 2020, para organização da demanda por cuidados e para isolamento de casos respiratórios, mas só foi possível devido a ajustes locais que todas as equipes de saúde se dedicaram a realizar por conta própria.
 
Diante desse quadro, exigimos que:
 
O comparecimento dos profissionais de saúde nas UBS nos dias de sábado e feridos não deve ser obrigatório, embora possa ser
oferecido para profissionais que se dispuserem voluntariamente. Caso aceitem, deve ser realizado pagamento como hora extra (com adicional de 100%). Caso não haja profissionais suficientes, devem ser contratados profissionais plantonistas, portanto a possibilidade de funcionamento de cada serviço deve ser individualizada conforme recursos;
Ofereçam possibilidade de pagamento em horas extras aos profissionais que possuem banco de horas, sem, no entanto, obrigálos a trabalhar essas horas e reestruturando a contratação de profissionais para períodos de emergência epidemiológica;
Respeitem trabalhadores de saúde, informando com antecedência viável e sempre de forma oficial sobre a abertura de unidades em finais de semana e feriados;
Ampliem os recursos humanos das UBS do município para esse momento de epidemia de Influenza e reponham urgentemente insumos medicamentos essenciais para o atendimento de sintomas respiratórios e para manutenção de medidas higiênicas dentro dos serviços de saúde;
A gestão da SMS deve fiscalizar e organizar a atuação das OSS para que trabalhadoras e trabalhadores de saúde de todo o município recebam uma resposta unificada das OSS, pois profissionais contratados por OSS oferecem serviços e cuidados em saúde para a população do município de São Paulo e observam severas divergências nos serviços geridos por OSS distintas;
Espaço de diálogo permanente entre representantes de profissionais de saúde (sindicatos, instituições de categorias profissionais) e gestão (SMS, coordenadorias regionais de saúde e OSS), com periodicidade mensal.
Trabalhadores que estão no SUS o fazem porque acreditam no compromisso com a assistência à saúde da população num país desigual e socialmente desmantelado, hostil. No entanto, o que recebemos em troca é a aridez de um trabalho insalubre, exploratório, descaracterizado de sua função cidadã e alienado de seus próprios benefícios e direitos.
 
O SUS de São Paulo enfileira miríades de profissionais doentes, que se doaram ao máximo desde o início da pandemia. Nós não queremos ser enxergados como heróis incansáveis e indestrutíveis. Somos e queremos ser vistos como trabalhadores que, como todos os outros, precisam ter seus direitos respeitados e suas vidas valorizadas. Nós pedimos que nos
escutem, pois já não conseguimos seguir nesse ritmo.
 
Precisamos de mais contratações urgentemente. Precisamos de estrutura física adequada em nossas unidades. Precisamos da garantia dos nossos direitos a uma remuneração justa e do nosso descanso. Precisamos que a população saiba que do outro lado daquela fila interminável do serviço de saúde, tem um trabalhador, exausto abandonado pela Prefeitura
e pelas OSS. Precisamos do apoio daqueles de quem sempre estivemos ao lado prestando assistência, ainda que na adversidade.
 
Os trabalhadores da saúde do município de São Paulo pedem socorro!

Sitraemfa

Rua Gonçalves Crespo, 324 Tatuapé/SP
Tel: (11) 4324-5915
Horário de atendimento: 08h às 17h

 
 

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