Em coletiva, dirigentes apontam que mobilização levará às ruas uma pressão embalada em propostas e não no discurso do ódio

 

Da esquerda para direita, Índio, Boulos, Adi, Renan e Carina durante a coletiva - Foto: Roberto Parizotti
Da esquerda para direita, Índio, Boulos, Adi, Renan e Carina durante a coletiva - Foto: Roberto Parizotti
Nem palmas ao governo Dilma Rousseff, nem golpe. Os atos programados para a próxima quinta-feira (20) em todo o país defenderão uma agenda de reformas à esquerda, que fuja da atual política econômica recessiva e, aliado a isso, reunirão indignados com a intolerância e a revolta seletiva das marchas do último dia 16.

Em coletiva no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo nesta segunda (17), dirigentes da CUT, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UJS (União da Juventude Socialista), UNE (União Nacional dos Estudantes) e Intersindical ressaltaram que as manifestações serão de cobrança e crítica, mas muito distantes das manifestações de ódio que tomaram o país.

Embora a mídia tradicional tenha falado em manifestações "pacíficas", os atos de domingo tiveram até pregações de ódio a quem pensa diferente.

Em São Paulo, os manifestantes se concentração às 17 horas, no Largo da Batata, em Pinheiros, e seguirão em marcha até o vão livre do MASP, na Avenida Paulista.

Também estão confirmados atos em mais outras 11 cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife, Salvador, Goiânia, Fortaleza, Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis. Outras cidades também devem divulgar a mobilização até o final do dia.

Agenda Brasil

Um manifesto divulgado pelos movimentos sindical e sociais defende uma plataforma de reformas urbana, tributária, educacional, a democratização dos meios de comunicação e a reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

Conforme destacou o representante do MTST, Guilherme Boulos, a expectativa é atrair, além dos militantes das organizações, quem não é ligado à nenhuma organização, mas se revoltou com o que classificou de desfile de intolerância, moralidade e indignação seletiva durante as marchas do último dia 16.

“Vamos para as ruas por dois eixos fundamentais: o enfrentamento à direita mais conservadora, que semeia intolerância, preconceitos e está representada por vários retrocessos conduzidos por Eduardo Cunha no Congresso Nacional, mas também pelo enfrentamento direto ao atual ajuste fiscal conduzido pelo governo federal, estaduais e municipais e cobrando saída popular para crise”, apontou.

Resposta ao Congresso

Presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, ressaltou que a mobilização será também uma resposta ao Congresso Nacional e à proposta da Agenda Brasil, uma plataforma divulgada pelo Senado que inclui retrocessos como o avanço da terceirização, a flexibilização da agenda ambiental e o ataque aos territórios indígenas.

O dirigente destacou que o manifesto ainda não comenta a agenda, porque foi divulgado antes, mas essa é uma proposta sobre a qual não há nem mesmo chance de se iniciar um diálogo. “Não temos espaço nenhum para fazer pacto com o governo sobre essa Agenda Brasil”, disse.

Adi comentou ainda que existe um ambiente sendo criado para não respeitar as eleições de 2014, a expressão de quem perdeu e coloca em pauta a discriminação aos movimentos sociais.

Dirigente da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, apontou que quem prega a saída de Dilma, defende também a repactuação do modelo de desenvolvimento que havia no período anterior, pior para o povo e melhor para o sistema financeiro. Para ele, é preciso conversar com as bases para que não caiam na lábia de quem é favorável ao golpe.

“Não vimos nenhuma cobrança aos corruptos da Operação Zelotes – que apura o suborno de grandes empresas, inclusive de comunicação, acusadas de subornarem autoridades para não serem condenadas a pagar impostos –, ao Cunha, aos investigados do HSBC, nenhuma denúncia da chacina de Osasco. A indignação é seletiva e alheia ao povo brasileiro. Vamos dialogar com os trabalhadores para que não caiam nessa armadilha”, disse.

Para os presidentes da UJS, Renan Alencar, e da UNE, Carina Vitral, a juventude não se sente representada pelas marchas do último domingo e muito menos por um Congresso que tenta propor saída à crise e que continua ignorando os movimentos sociais.

“Quando falamos em corrupção, o que unifica as organizações é a reforma política para discutir e cortar pela raiz esse mal. A origem da operação Lava Jato e uma das denúncias mais presentes é o financiamento privado de campanha, contra o qual temos de lutar”, disse.  

 

CUT Nacional

homologação 25 11

A partir de agosto conforme conhecimento de todas as Entidades/trabalhadores finalizou o período de estabilidade. Diante dos fatos, ocorrerão maiores números de atendimentos para homologações.

O SITRAEMFA após reunião, pensou uma forma de organizar, otimizar e humanizar o atendimento para ambas as partes.

E a partir do dia 21/08/2015 as Organizações deverão informar com antecedência data, horário e quantidade de funcionários que farão a homologação, através do telefone (11) 2090-1850, de 2ª à 6ª feira, das 9 às 16hs, falar com Carmem ou Meire, para que possamos nos organizar para melhor atendê-los.

 

Serão atendidas a cada período 50 homologações da seguinte forma:

TERÇAS-FEIRA

PERÍODO DA MANHÃ DAS 09h00min ÁS 12h00min

PERÍODO DA TARDE DAS 14h00min ÁS 17h00min

 

QUINTAS-FEIRA

PERÍODO DA MANHÃ DAS 09h00min ÁS 12h00min

PERÍODO DA TARDE DAS 14h00min ÁS 17h00min

 

OBS. AS SENHAS SERÃO DISTRIBIUDAS CONFORME ORDEM DE CHEGADA NOS DOIS PERÍODOS, NÃO SERÃO DISTRIBUIDAS SENHAS NO PERÍODO DA MANHÃ PARA O ATENDIMENTO DA TARDE.

 

Na certeza de contarmos com a vossa atenção,

Atenciosamente

 

A Direção

Rede Conveniada/Sitraemfa-SP

 

IMG-20150730-WA0034

No dia 21/08, sexta-feira acontecerá a cerimônia de posse dos Conselheiros Gestores dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador, que entre eles estão os diretores Monica e Maxwell do segmento da Rede Conveniada.

Eles fazem parte do Controle Social, onde a Sociedade Civil e Representantes dos Trabalhadores atuam como ficsalizadores das ações dos Centros de Referência, que são eles que trataram e orientam as questões da saúde no trabalhador. 

 

f2228cartazmarchajpg2015

Expectativa da Marcha das Margaridas 2015 é reunir mais de 100 mil mulheres

 

“Nós Margaridas do Campo, da Floresta e das águas, seguimos incansavelmente lutando para fazer o Brasil avançar no combate à pobreza, no enfrentamento à violência contra as mulheres, na defesa da soberania alimentar e nutricional e na construção de uma sociedade sem preconceitos de gênero, de cor, de raça e de etnia, sem homofobia e sem intolerância religiosa”, afirma a Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag e Coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Alessandra Lunas.

É que nos próximos dias 11 e 12 de Agosto, em Brasília, está previsto que mais de 100 mil mulheres, irão ocupar a capital do Brasil para participar da 5º edição da Marcha das Margaridas, grande referência na luta por direitos das mulheres do campo e da cidade, e que acontece a cada três anos.

A Marcha é uma ação coordenada pela CONTAG em parceria com a CUT, outras centrais e vários movimentos sociais. O nome Margaridas é em homenagem à Margarida Maria Alves, que foi brutalmente assassinada em Agosto de 1983. Margarida foi uma das mulheres pioneira das lutas pelos direitos dos trabalhadoras e trabalhadores rurais no Brasil.

“Seguimos denunciando, reivindicando, propondo e negociando ações e políticas públicas, que contribuam na construção de um Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade, que é o tema da marcha neste ano”, destaca Alessandra.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) participa da Marcha das Margaridas desde a sua primeira edição, em 2000.

Para a vice-presidenta da CUT, que também faz parte da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (CONTAG), Carmen Foro, todas as participações da Central foram decisivas no processo de mobilização e construção de toda a pauta, na estratégia e no caráter da marcha.

“Nós participamos da marcha das margaridas porque é uma manifestação especifica das mulheres do campo e que ganhou força para pressionar o governo no avanço das políticas públicas”, afirma Carmen. “Queremos dialogar com o conjunto da sociedade sobre os problemas que afligem as mulheres e reforçar o papel estratégico que o campo brasileiro tem para a economia, para o desenvolvimento do país”, destaca Carmen.

Para a Secretária das Mulheres Trabalhadoras da CUT, Rosane Silva, a marcha leva pra sociedade brasileira a pauta das mulheres frente a essa sociedade ainda desigual e machista. “Por mais que temos uma presidenta da república, as mulheres ainda são oprimidas e vivem de forma desigual na sociedade”, afirma a dirigente.

A marcha tem 8 eixos de luta:

1. Soberania alimentar
2. Terra, água e agroecologia
3. Sociobiodiversidade e acesso aos bens comuns
4. Autonomia econômica: trabalho e renda
5. Educação não sexista, educação sexual e sexualidade
6. Violência
7. Direito a saúde e direitos reprodutivos
8. Poder, participação e democracia

“Quando a gente vai às ruas para reivindicar direitos, ampliação de direitos, garantia do que conquistamos até aqui, nós estamos falando de democracia. Nós queremos um país cada vez mais democrático”, finaliza a vice-presidenta da CUT.

Rosane Silva destaca a importância das mulheres estar nas ruas em defesa dos direitos e da democracia. “Nos mulheres sabemos o quanto a democracia é importante pra nosso país e o quanto ela ainda é recente na história brasileira. E nós estamos vivendo um momento, que na nossa opinião, a gente tem que fortalecer a democracia, avançar cada vez mais”, observa a secretária.

“Então nós mulheres do campo, da cidade, da floresta e das águas vamos às ruas no dia 12 de agosto para dizer que não queremos retroceder na democracia brasileira, queremos avançar, ter o estado cada vez mais democrático e um estado presente na vida das pessoas e na vida das mulheres”, finaliza Rosane.

 

002 ajuste parizotti 484-300

CUT convoca ato para dia 28 de julho contra rumos da economia

22/07/2015

Manifestação será na sede do Ministério da Fazenda em Brasília. Economista critica política de Levy. “O ajuste fiscal é de curto prazo, pois está centrado no corte de benefícios sociais”

Escrito por: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Após reunião de sua diretoria Executiva Nacional, na manhã desta terça-feira (21), a CUT confirmou, para dia 28 de julho, o ato na frente da sede do Ministério da Fazenda em Brasília para protestar contra os rumos da economia no Brasil.

“É o dia que o Copom se reúne para decidir a taxa de juros. Não podemos abrir mão de fazer a crítica e fazer a disputa no campo da economia”, afirmou Sérgio Nobre, secretário-geral da Central.

No dia 28 de julho, ocorre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando deve ser divulgada a taxa Selic, que teve suas recentes e constantes altas criticadas pela CUT. “É coisa de um grupo de burocratas, que não entendem nada de produção. É antiga nossa reinvindicação de que os trabalhadores também façam parte do Copom”, afirmou recente Sérgio Nobre.

Durante o encontro da CUT, a política econômica do País, sob o comando do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi criticada por diversos dirigentes e pelo professor de Economia da PUC-SP, Antônio Corrêa de Lacerda, convidado especial da Central para fazer uma análise da conjuntura econômica.

O economista explicou que “no segundo mandato de Dilma houve uma guinada conservadora da política econômica” e que “o ajuste fiscal é de curto prazo, pois está centrado no corte de benefícios sociais”.

Sobre o papel da mídia, Lacerda afirmou que os analistas não são justos ao examinar a crise brasileira, fazendo mal uso, por exemplo, dos dados da economia nacional.

“O Brasil, nos últimos seis anos, teve uma inflação média de 6%. Ao contrário do que diz a mídia, vamos ter países de porte semelhante com o mesmo índice de 6%. Não vale a comparação, como faz o Sardenbergh, que nos coloca ao lado de Peru, Chile e EUA. Temos que nos comparar com Índia, África do Sul, Rússia, que estão no mesmo patamar”, explicou o economista, que apresentou um cenário otimista para 2016. “Devemos ter uma inflação de 5%, que é uma expectativa acompanhada inclusive pelo mercado.”

Agenda de atos

Além da manifestação na frente da sede do Ministério da Fazenda, no próximo dia 28, a CUT intensificará a mobilização para Marcha das Margaridas, que ocorre em Brasília entre os dias 11 e 12 de agosto.

Desde 2003, primeiro ano da manifestação, mais de 140 mil mulheres já ocuparam Brasília para cobrar políticas públicas voltadas a um modelo de desenvolvimento centrado na vida, no respeito à diversidade e contra a violência sexista.

O nome da Marcha das Margaridas é uma homenagem à Margarida Maria Alves, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, assassinada por um pistoleiro no dia 12 de agosto de 1983.

Em sua memória e para fortalecer a luta, a cada três anos, caravanas de mulheres partem de todo o país rumo à capital federal.

Neste ano, as delegações chegarão ao estádio Mané Garrincha a partir de 11 de agosto e a abertura oficial do encontro está para prevista para as 18 horas do mesmo dia. Na manhã seguinte, a Marcha deixa o estádio e segue para o Congresso Nacional.

No próximo dia 20 de agosto, a CUT integrará um grande ato com outras entidades, como MTST, MST, UNE e outras entidades do movimento social, em São Paulo, em defesa da democracia e contra as tentativas de golpe no País.  

campanha

Assembleia Geral dOS TRABALHADORES (AS) da Rede Conveniada 
 
Pauta:Campanha Salarial 2015
 
DIA: 13/06/2015, sábado, 
 
às 9h, primeira chamada e às 9h30
 
Local: SIND. DOS QUÍMICOS 
Rua Tamandaré, 348 - Liberdade
 
Os trabalhadores da Rede Conveniada iniciaram a Campanha Salarial 2015, temos o dever e o direito de participar buscando avanços e reivindicando qualidade nos serviços para toda categoria. 
Fortaleceremos nossas bandeiras de luta que são: adequação da jornada de trabalho e equiparação salarial dos trabalhadores dos CEI’s Conveniadas com as Diretas; valorização; capacitação profissional,  melhores condições de trabalho, saúde e segurança; reconhecimento dos adicionais de insalubridade e periculosidade para os trabalhadores da categoria. 
Este ano será discutido todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho e será de suma importância a participação de todos nos debates das assembléias da campanha salarial.
Este é o momento de despertarmos para a conscientização de todos, que para sermos fortes precisamos nos unir, levando-se em consideração todo o histórico e avanços da categoria. 
Vamos ter os pés no chão, mas mantendo os sonhos na luta constante. Pois juntos no dia a dia fortaleceremos nossa categoria. 

 

cancelado

 

Em função da Campanha Salarial dos trabalhadores da Fundação CASA, este evento será cancelado e agendado com nova data a ser divulgada posteriormente.

Obrigada

 

À Direção

 

 TRABALHADOR (A) o SITRAEMFA convida VOCÊ para finalizar as comemorações do mês dedicado ao TRABALHADOR (A) com, Chave de Ouro:

EXPOSIÇÃO da DEDICAÇÃO HUMANA

Nesta exposição todos os trabalhos desenvolvidos pelos profissionais das diversas áreas existentes na  FUNDAÇÃO CASA/REDE CONVENIADA.

VOCÊ poderá apresentar: atividades manuais, expressões corporais, dons musicais e muito mais com a finalidade de ampliar e divulgar, enfim... destacar a sua dedicação ao mercado de trabalho e a sociedade em geral.

PARTICIPE – venha expor conosco seus dons e com eles seus trabalhos, valorizando o que tens de melhor...

VOCÊ é o que fortalece nossa Bandeira de Luta

Local: Sede SITRAEMFA – Avenida Celso Garcia, 4031 – Tatuapé – São Paulo

DIA: 30/05/2015 – Horário: a partir das 10h

Favor entrar em contato com Antecedência com; Diretoras das Secretarias: Políticas Sociais e Organização.

Tel. 9.4735-8814 Aline Louise / 9.4735-8782 Ana Claudia

Central chama todos à paralisação e destaca importância da mobilização nacional contra terceirização sem limites

Escrito por: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Para Vagner, não há um só item no projeto da terceirização que favoreça os trabalhadores
Para Vagner, não há um só item no projeto da terceirização que favoreça os trabalhadores
Foto: Guina Ferraz
De lideranças sindicais a auditores fiscais, de parlamentares a juristas, nenhum dos presentes na audiência pública “Terceirização: revogação da Lei Áurea e fortalecimento do trabalho escravo”, que aconteceu no Senado, mostrou ter dúvidas sobre a relação entre trabalho terceirizado e piores condições trabalhistas.

Diante do auditório Petrônio Portela lotado, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, alertou para os prejuízos que a terceirização sem limites, como prevê o projeto de lei 4330 aprovado pela Câmara e que agora tramita no Senado como PLC 30, trará ao país. 

Como exemplo do cenário que pode estar por vir, o dirigente citou o caso da Coca-Cola de Sorocaba, que demitiu 217 trabalhadores após terceirizar o setor de distribuição e entrega. A situação só não ficou pior porque o Sindicato dos Rodoviários da Região acionou a Justiça e derrubou o mandado de segurança que impedia a reintegração dos demitidos.

Para Vagner, o antídoto ao projeto é a mobilização e o dirigente aproveitou a ocasião para convocar a sociedade a participar, em 29 de abril, do Dia de Paralisação Nacional que a CUT e parceiros dos movimentos sindical e sociais promoverão.

“Como não acho que exista vitória sem luta, convoco todos à greve, porque o empregador só entende uma linguagem: quando tira dinheiro do bolso. Não vamos trabalhar para que o Senado retifique a atrocidade que a Câmara cometeu”, afirmou.

Trabalhadores têm projeto

Durante a audiência organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), Vagner também ironizou o deputado Artur Maia (SDD-BA), que chamou a CUT de terceirizada do PT durante sessão na Câmara nessa quarta (13).

Ao citar o partido do parlamentar, disse que a solidariedade dele é com os patrões, lembrou que Maia votou a favor do PL 4330 e criticou a Central em busca de cinco minutos de visibilidade. A seguir, respondendo a quem cobra propostas dos trabalhadores, ele entregou um projeto consensuado pelas centrais sindicais para regularizar a situação dos trabalhadores terceirizados. Mas esse sob o preceito da manutenção de direitos.

O anteprojeto é resultado das discussões, em 2009, de um grupo bipartite, formado por CUT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central e a Secretaria de Relações do Trabalho do governo federal, para elaborar uma proposta de regulamentação bem diferente daquela que passou na Câmara.

“Na realidade, a regulamentação do PL 4330 não fala em regulamentação dos 12 milhões de trabalhadores terceirizados, mas em precarizar os outros 40 milhões que têm carteira assinada, demiti-los e acabar com carteira assinada. O conceito de especialização no Brasil é usado para contratar um terceirizado que, mesmo especializado, é admitido para ganhar menos.”

Não há benefícios na terceirização

Presidente do Senado, Renan Calheiros endossou as palavras de Vagner e afirmou que a Casa trabalhará exclusivamente para regulamentar a terceirização apenas para quem já está dentro do processo.

“Não vamos transformar os outros 40 milhões de trabalhadores em terceirizados também, não podemos praticar o ‘liberou-geral’ para as atividades-fim. Precisamos tirar a terceirização da zona cinzenta em que se encontra, mas sem revogar direitos”, defendeu o senador.

Conforme destacou a desembargadora federal do Trabalho aposentada Magda Biavaschi não há uma só pesquisa que aponte para a terceirização como responsável por melhorar a competividade e criar empregos.

“É mentira que a regulamentação da terceirização trará direitos aos terceirizados. Todos serão demitidos e contratados como PJ (pessoa jurídica). Não adianta assegurar responsabilidade solidária na lei – aquela em que a empresa tomadora de serviços é acionada pelos encargos trabalhistas não quitados pelas terceirizadas – se os empregados serão sócios. Os salários serão achatados, o mercado de trabalho não será dinamizado e teremos acirramento ao invés de superação da crise”, afirmou.  

IMG-20150519-WA0040        Acontecerá a eleição dos conselheiros dos seis CRST's da cidade de São Paulo no dia 22 de maio de 2015, das 09h às 17h.

        O SITRAEMFA participará lançando dois Candidatos, Mônica  pelo CRST-SÉ, e Maxwel Pelo CRST-Mooca. A votação será em cédula, nominal e os mais votados se tornarão conselheiros. 

O CRST é um órgão ligado a Secretaria Municipal da Prefeitura de São Paulo e tem por finalidade tratar as questões voltadas a saúde do trabalhador no tocante as doenças ocupacionais. Uma vez que os hospitais e unidades básicas de saúdes não o fazem.

Assim, toda vez que um trabalhador ou trabalhadora da categoria tiver suspeita de doença ocupacional, o sindicato tem a obrigação de encaminha-lo para o CRST da região de trabalho ou moradia para uma avaliação minuciosa do medico do trabalho.

Neste sentido, é fundamental que tenhamos representantes nos CRST's e a sua presença e o seu voto e muito importante. Então compareça e vote nos nossos representantes: Maxwel - CRST Moóca, Praça Ciro Pontes, S/N, Moóca - ao lado da Faculdade São Judas. E Mônica Lopes - CRST SÉ, Rua Francisco Alvarenga, n. 259 - 5 andar, Parque Dom Pedro. 

Para votar basta comparecer nos endereços acima, munido de documentos de identificação com foto.

Contamos com a colaboração de todos.

Defesa dos direitos trabalhistas, da democracia, da Petrobras e da reforma política são as principais bandeiras Dia do Trabalhador (a) em 2015

 

Organizações dos movimentos sociais, estudantil e sindical, entre as quais a Central Única dos Trabalhadores, promovem ato conjunto em comemoração ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora no 1º de Maio (sexta), a partir das 10h, no Vale do Anhangabaú, centro paulistano.

As principais bandeiras que marcam o evento em 2015 são a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política (saiba mais clicando aqui).

A programação tem início às 10h, com realização de ato ecumênico seguido de ato político-cultural com a rapper Pame’lloza e Grupo Mistura Popular.

Os shows começam a partir das 13h, com Alceu Valença, Leci Brandão, Rappin Hood, GOG, Thobias da Vai-Vai e Elizeth Rosa. Haverá, ainda, espaço de convivência e alimentação, além de unidades móveis de atendimento e outros serviços à população.

As organizações participantes se concentrarão a partir das 9h na Praça da República, Largo do Arouche, Estação da Luz e Pátio do Colégio, de onde sairão em caminhada até o Vale do Anhangabaú.

Entre as entidades engajadas neste 1º de Maio, além da CUT, estão as centrais CTB e Intersindical, e movimentos do campo e da cidade: Central dos Movimentos Populares (CMP), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Em defesa dos direitos trabalhistas e da democracia – Neste 1º de maio, os movimentos reforçam a pressão contra o Projeto de Lei 4330/04, que retira direitos trabalhistas históricos ao permitir a terceirização sem limites, em todas as funções de qualquer empresa e setor.

Também continua a mobilização contra a Medida Provisória (MPs) 664 e 655, que, respectivamente, muda as regras para a concessão do auxílio-doença e pensão por morte, e que dificulta o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial. No lugar de uma política de ajuste fiscal que penaliza a classe trabalhadora, gerando emprego e recessão, as entidades defendem a taxação das grandes fortunas, primeiro passo à reforma tributária no Brasil.

Outro embate é pela manutenção do estado democrático de direito, contra a onda golpista em curso, que, se for vitoriosa, trará retrocessos a toda a sociedade brasileira.

Combate à corrupção e defesa da Petrobras – Para as organizações, o combate à corrupção deve ser feito por meio de uma reforma política que, entre outras mudanças, proíba o financiamento empresarial de campanha eleitoral. Sem o essa medida, o sistema político do país continuará seguindo os interesses das empresas que financiam as campanhas eleitorais e não os interesses da população.

Os movimentos reforçam, ainda, a luta em defesa da Petrobras, alvo de ataques por aqueles que querem enfraquecer o patrimônio brasileiro com o intuito de privatizá-lo, transferindo os recursos do pré-sal – que devem ser investidos em saúde e educação – à iniciativa privada.

SERVIÇO
Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Data: 1º de Maio de 2015
Horário: A partir das 10h
Local: Vale do Anhangabaú, centro paulistano – Metrô Anhangabaú (Linha 3-Vermelha)

 

Escrito por: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Sitraemfa

Rua Gonçalves Crespo, 324 Tatuapé/SP
Tel: (11) 4324-5915
Horário de atendimento: 08h às 17h

 
 

Filiado a

CUT CNTSS